11.11.2011
Na segunda parte do evento, o assunto principal foi o Ginga (DTVI), um programa open source que gerencia as funções de interatividade na televisão digital do Brasil. O debate inicial contou com a presença de André Barbosa, representante especial da Casa Civil, que anunciou em primeira mão a obrigatoriedade do Ginga em todas as novas TVs brasileiras, ainda sem a divulgação da data de início.
Depois, representantes das emissoras Globo e SBT mostraram os prós e contras entre a TV interativa (Ginga) e a TV conectada (internet), e durante as palestras ficou bem claro para os participantes que tanto Governo, quanto emissoras defendem a bandeira do Ginga, por ser um produto 100% nacional e de renome internacional. Apesar disso, era possível ver alguns desenvolvedores desconfortáveis com a forma como o assunto “aplicativos x Ginga” foi abordado em tom de comparação, mas não de complemento.
As duas partes do encontro TV.APPs pareciam, na verdade, eventos separados: de um lado os aplicativos e a uniformidade no padrão de desenvolvimento, e do outro o Ginga como opção para interatividade e a necessidade do controle das emissoras sobre o conteúdo exibido.
Não ha dúvidas de que a TV – tanto conectada, quanto interativa – é um campo novo, fértil e ainda com algumas pedras no caminho, mas a possibilidade de desenvolver o conteúdo que será compartilhado na principal tela da família brasileira é um ótimo atrativo para empresas e desenvolvedores se aproximarem cada ver mais dessa nova tecnologia.
Artigo de André Assis, coordenador da área de Inovação na TV1.Com, enviado especial ao TV.APPs