Sergio Motta Mello compartilha percepções sobre Cannes em blog do Meio&Mensagem

6.07.2009

Sergio Motta Mello esteve em Cannes e postou as novidades e percepções do festival no blog Sapo de Dentro, do Meio&Mensagem.

Confira os comentários do presidente no blog, ou abaixo!

26/06/09

De quem é o futuro?
O futuro é o grande objeto de desejo aqui em Cannes. No mesmo palco, Steve Ballmer, o poderoso CEO da Microsoft, e Biz Stone, o “whiz kid” fundador do Tweeter desfilaram suas apostas. As duas são ambiciosas. Podem até convergir. Mas são caminhos bem diferentes. E, neste período de tantas mudanças  provocadas ou aceleradas pela tecnologia, ambas podem ser viáveis. Ballmer desembarcou de seu jato particular na Cote D’Azur vestindo terno e gravata em pleno verão francês  para anunciar a morte dos jornais, revistas e livros, tais como os conhecemos hoje. “Todos os conteúdos vão ser digitais nos próximos 10 anos”, disse, numa apresentação ensaiada e carismática, apoiada por gráficos high tech, onde revelou a estratégia da sua empresa de ser a grande provedora de ferramentas e de oportunidades publicitárias deste novo mundo digitalizado. Numa aparição bem mais simples, com um jeito descontraído de garoto californiano, Stone lembrou que hoje existem mais de quatro bilhões de celulares num mundo de 1,5 bilhão de pessoas conectadas à Web. E o Twitter, que se revelou importante para banir o cigarro da Califórnia ou questionar o resultados das eleições iranianas pode vir a ser uma ferramenta instrumental para a tomada de decisões coletivas e para avaliações instantâneas de percepção das marcas, disse. Ele confessou não saber ainda exatamente como vai ganhar dinheiro com isso, mas prometeu resolver essa questão até o final do ano. E concluiu com uma declaração que, do ponto de vista de marketing, não fica atrás do discurso de vencedor de Ballmer: “o Twitter não é um triunfo da tecnologia, mas sim da humanidade”.

24/06/09

It’s All About Change!
Tancredo Neves dizia que política é como nuvem: muda o tempo todo. A vitrina da propaganda aqui em Cannes mostra que o negócio está com uma fluidez vertiginosa: a exibição dos cases durante a entrega dos leões de RP, Marketing Direto e Promo é um desafio para qualquer mortal que se dispuser a tentar organizar os limites de cada disciplina. A Reputação e o Branding, que sempre dormiram em quartos separados, hoje desfilam abraçadas em Cannes, onde o ambiente digital se revela o melhor cenário para uma lua-de-mel até bem pouco tempo atrás inimaginável para publicitários e comunicadores corporativos. A ação do melhor emprego do mundo, para promover um destino turístico paradisíaco na Austrália, ganhou todos os prêmios em todas as categorias e exibe credenciais comprovadas em cada uma delas. Essas fronteiras só foram rompidas porque as nuvens da Comunicação e do Marketing mudaram e agora exigem uma nova visão holística do negócio. Uma visão que nasce da experimentação, cresce com a migração dos profissionais, se alimenta em várias plataformas, online e offline e explode no festival na forma de soluções que não mais cabem nas categorias tradicionais. 

22/06/09

O Festival do Digital
O Festival da Propaganda em Cannes virou digital. Até fisicamente lembra os eventos de Internet no auge da bolha, fim dos anos 90: gente descontraída, circulando de bermudas e havaianas pelos corredores, lap tops e câmeras digitais a tiracolo. Mais importante: virou digital nos prêmios, que agora passam, todos , de alguma forma, pela web. E os números reforçam a virada.

Todos apontam para uma importância cada vez maior das mídias digitais no negócio da publicidade. “Não dá para se esconder do digital”, diz Marcel Fenez, da PricewaterhouseCoopers, que acrescenta: “na recessão, com verbas menores, a migração digital dos anunciantes aumenta”. Ele antecipa que com a melhora do quadro, a propaganda tradicional vai sentir o baque, pois as verbas não voltariam aos patamares anteriores à crise. “Será, quando vier a retomada, que as empresas estejam posicionadas para o novo marketing digital, em várias plataformas, especialmente as redes sociais”, conclui Fenez.

Um caminho para evoluir nesta área seria a adoção de causas alinhadas com os valores corporativos da empresa, capazes de mobilizar as comunidades onde estão inseridas. “O capitalismo precisa de uma face humana”, diz Carol Cone, presidente da Cone, agencia de Boston especializada em causas sociais. “Agora, com os consumidores no comando, é isso que vai fazer a diferença”, garante ela, com o apoio de uma pesquisa segundo a qual 85% dos consumidores dão preferência a empresas que expressam valores relevantes e adotam um causa social. Um de exemplos é a campanha da Starbucks, que distribuiu gratuitamente uma dose dupla de café expresso para quem dedicasse cinco horas de trabalho voluntário em comunidades carentes e conseguiu aumentou as vendas em 20%. Sua apresentação termina com uma frase de Jeff Immelt, o celebrado CEO da GE: “As empresas precisam priorizar algo mais do que a linha final dos seus balanços”.

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