Estimulante de famosos

17.04.2009

Por Pollyana Ferrari*

O termo snack culture, difundido pela revista norte-americana “Wired” em 2007, proliferou-se na Web por abranger produtos culturais, transformar desconhecidos em astros e criar produtos sob medida para o consumo orgânico da rede. Só é possível entender essas transformações que vivenciamos diariamente no uso de blogs, Twitter, YouTube, MySpace, Facebook e outras redes sociais voltando para a década de 1980. Nessa época, houve uma intensificação de misturas entre linguagens e meios, resultando em um ‘caldo’ cultural híbrido recheado de videocassetes, aparelhos do tipo ‘walkman’ – tudo devidamente embalado pela notável indústria de videoclipes e videogames.

O lado negativo da proliferação da snack culture é a falta de profundidade em relação aos assuntos abordados. Mas o lado positivo é o faça-você-mesmo, a ‘remixagem’ diária da sociedade. Não existe, na música, na literatura e nas artes em geral, uma grande descoberta, mas sim vários autores tornando sua imagem seu próprio portfólio.

Celebridades de Internet - Casos de sucesso

O apresentador multimídia do CQC, e blogueiro, Marcelo Tas, tem 26 mil seguidores no Twitter e com esse absurdo volume, ganhou apoio publicitário da Telefônica.

Outro exemplo é Mariana Santarém, de 18 anos, que discutia suas impressões sobre o mundo e dava dicas de maquiagem no seu próprio canal no YouTube.  Recentemente, a garota foi descoberta pelo Boticário, que a transformou em garota propaganda da marca.  Os vídeos de Mariana na web contabilizam hoje mais de 49 mil visitas no YouTube.

Pollyana Ferrari é jornalista, doutora em Comunicação Social pela USP, professora da PUC-SP e consultora web em arquitetura da informação e mídia social.

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