Capítulo 15 - 100 milhões de novos consumidores

30.04.2009

Desafios e oportunidades da classe C.

A classe média não quer uma vida Classe A

Luiz Marinho (Blue Bus - 31/03/09)

Estudos recentes sugerem que as velhas táticas utilizadas pelas marcas para falar com os consumidores da ‘Nova Classe Média Brasileira’ podem não estar mais surtindo os efeitos desejados. Na maioria das vezes, os argumentos usados na comunicação com essa gente têm sido os aspiracionais. Funciona assim – você mostra um cenário bacana, pessoas bonitas, artistas conhecidos e dá a entender que se o sujeito usar aquele produto vai se sentir parte daquele mundo e usufruir daquele status. Em síntese, a marca funcionaria como um aditivo que, incorporado a personalidade do consumidor, faria com que ele se sentisse uma pessoa diferente.

Entretanto, alguns pesquisadores têm chamado a atenção do mercado para uma importante mudança no comportamento de compra dos brasileiros de baixa renda. Um desses estudiosos do consumo é Haroldo da Gama Torres, do DataPopular. Todos sabem que por meio das nossas escolhas nós expressamos nosso estilo de vida, uma atitude e a imagem do que somos ou de como queremos ser percebidos. Porém, segundo Torres, o consumidor de Classe C parece mais preocupado em oferecer conforto e prazer para si mesmo e para os seus do que em ostentar prestígio para os outros. Prova disso seriam as próprias residências dessas pessoas - mal acabadas por fora e cada vez mais bem equipadas por dentro, com televisores, computadores, aparelhos de som e outros apetrechos modernos. Pesquisas recentes confirmam que mesmo que os brasileiros de classe C ganhassem um dinheirão, continuariam a morar no mesmo bairro e manteriam o mesmo senso estético. Apenas fariam um upgrade nas marcas, contudo sem deixar de ser quem eles são.

Essas constatações sinalizam que a nova classe media brasileira não está tão interessada assim em viver naqueles cenários chiques mostrados pelas novelas da TV. Eles também não acreditam nos testemunhos de artistas que sabem que dificilmente freqüentariam lojas populares ou usariam produtos mais baratos. Este é um desafio e tanto para as marcas que tem na classe C o seu foco – se identificar com essa gente, valorizar as coisas das quais eles se orgulham e falar a mesma linguagem.

Texto retirado da coluna de Luiz Marinho, do Blue Bus (original em http://www.bluebus.com.br/show/2/89717/atencao_a_classe_media_nao_quer_uma_vida_classe_a_do_marinho)

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Comentários

Débora Carvalho de Oliveira

debcaroli@hotmail.com

Nossa! Tudo a ver esse texto. É a mais pura verdade. Uma coisa é ser, a outra é parecer ser. Nós, pobres e miseráveis, queremos ter conforto, mas não queremos parecer ser ricos. E, com certeza, não acreditamos que a Gisele Bünchen usa C&A, nem que a Giovanna Antonelli usa Marisa. Quem foi o idiota que achou que a gente iria acreditar nisso?

20.05.2009

Comentários

Jair

jair.m@hotmail.com

Fica ai uma dica de uma pesquisa profunda e interessante, para os profissionais de marketing começarem a pensar em criar novos produtos (seja ele tangivél ou intangivél ),de modo que ,satisfaça as necessidades e desejos desta classe que representa uma importante fatia do mercado.

4.03.2010

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